sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Rio Riacho (com Lula Barbosa)
Rio Riacho
(Música : Lula Barbosa/ Letra :Bruno Kohl )
Rasga toda margem
sem pedir passagem
violento e sujo é o poder em si
redesenha a pedra
desafia a queda
Em um beijo a força quebra a flor em mim
malmequer pra sempre
de facão nos dentes
corta a selva e tenta me livrar do asco
Eu acho que o rio
vive a rir do riacho
a anti-miragem
que se faz mensagem
desmontando o inerte da montanha ao mar
traz ao céu tempero
sabe amar os tempos
refletir os flertes e todo linguajar
passo a eternidade
a buscar verdades
como um fruto novo a cair do cacho
Eu acho que o rio
vive a rir do riacho
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Esfinge
(Bruno Kohl)
Olhos negros: desce a luz
Um convite ao abismo
Que me devora e assim decifro:
- Águia sonha em ser mulher
As asas pairam sobre nós
faz o caos ter seu sentido
Saiba o que sinto e tem meu destino
mundo inteiro aos seus pés
Um sorriso seu
E eu me aprisiono em qualquer espelho
Um sorriso seu
e meus joelhos tocam o chão do céu
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Sempre indo (com Alexandre Lemos )
Sempre indo
(Bruno Kohl /Alexandre Lemos )
Do outro lado da margem
a vida foi sempre assim
O medo a me pedir coragem
pra saber dizer que sim
Eu vivo nessa procura
nas ruas de onde eu vim
E que servem de moldura
para o rio dentro de mim
E quando eu já fui
embora
parece que ainda estou
Quem olha me vê
agora,
pensando que ainda vou
Por isso eu pareço um rio,
nem chegando e nem partindo
Seguindo meu próprio fio,
sempre indo, sempre indo
Parece que vou a esmo
mas sei onde vou chegar
Se nunca sou sempre o mesmo,
é fácil de me encontrar
A chuva de que sou feito
precisa me transbordar
O mundo ia ser perfeito
se você fosse o mar
Sete céus (com Marcoliva)
Sete céus
(Bruno Kohl e Marcoliva)
Quando a água cor de jambo
Sobe no mocambo do meu coração
Toda a esperança esgota, olho em conta-gotas, pinga em meu
vulcão
Quando a hora empoçada
Chama a passarada para o alvorecer
Todo sentimento aflora e meu olho chora assim sem querer
Quando desse rio me encharco
Ancoro meu barco nesse em teu atol
Todo amor coadjuva, me seca na chuva e me inunda de sol
Quando o chão da minha rua
Ilumina a lua pra se envaidecer
Todo coração baldio deixa o sofrimento vil pra bendizer e
querer
Todo coração varia com certa taquicardia para encontrar o
prazer
Para varrer a incerteza em minha casa
Para estancar a lágrima vizinha
Exagero, extravasas,
és sol
Para varrer a tristeza em minha casa
Para estancar a lágrima vizinha
Exagero , extravasas – sois sóis!
...
E me concede a sede pra que o céu desabe
pra que tudo acabe ou possa caber
E me concede a sede pra que o céu desabe
pra que tudo acabe ou
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Todo Cuidado (com Sonekka)
Todo Cuidado
(Bruno Kohl/ Sonekka)
Deixa eu cuidar
dos seus laços
fracos
da falta de
abraços
que vem te
assombrar
Deixa eu cuidar
dos beijos
roubados
que lábios
cansados
pedem pra voltar
Cuido pra você
de lembrar dos
sonhos
nesses dias
soltos
noites sem
dormir
Posso até cuidar
de um pequeno
verso
desse andar
disperso
que nasceu de ti
Você pode achar
que é questão de
sorte
que ficou mais
forte
e de que é capaz
Mas é bom saber
por mim ou pelos
outros
Todo cuidado é
pouco
pra quem amou
demais
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
OUTREM (com Alexandre Lemos )
OUTREM
(Letra : Bruno Kohl / Música: Alexandre Lemos )
Quero ver a vida
acima desse brilho
outras sete cores dando a ilusão
pelos nossos corpos
produzir faíscas
nós dois flutuando na imensidão
nossas vozes vindo
de um outro plano
cada um dos ossos dando opinião
e a memoria sendo
um rasgar retratos
de toda vontade vir a negação
Toda existencia
como um contraplano
te amar num dia , outro dia não
Estar na platéia
do nascer dos tempos
evitar a minha vã concepçâo
Viver numa nave , avião ou trem
Quero me ver em outrem
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Duo Com o Silêncio (com Kacá Novais)
Duo Com o Silêncio
(Bruno Kohl e Kacá Novais)
Quando a rima é fraca
emudeço
Quando o verso é reto
desmereço
Tenho ouvido tanta coisa
preces, ecos, mantras e zunidos
Quando a canção afronta
agradeço
Quando o passado passo apressa
desconheço
Faço duo com o silêncio
Com os anjos, faço pactos
Tenho frases que começo e nunca acabo
Tudo agora em mim separa
o que espera e repara
no que expressa em minha cara
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